Aparelhos auditivos: o que você precisa saber?

Dados da OMS apontam que em 2050 mais de 900 milhões de pessoas terão perda auditiva, um dado muito alarmante, afinal de contas ele afeta muito a qualidade de vida do paciente e pode trazer graves consequências. Os aparelhos auditivos serão ótimos aliados para minimizar os efeitos deste grande problema.


O que são?


Os aparelhos auditivos, próteses auditivas acústicas ou também chamado de aparelhos de amplificação sonora individual (AASI), nada mais são do que dispositivos que contribuem para reabilitação e minimização dos efeitos da perda auditiva e seus tipos de surdez. Eles buscam amplificar o som do ambiente contribuindo para que as pessoas consigam ouvir com mais qualidade e nitidez.


Atualmente esses aparelhos estão em constante evolução, o que amplia suas indicações e apresentam resultados cada vez melhores.


Tipos de aparelhos auditivos


É importante ressaltar que hoje existem vários tipos de aparelhos auditivos, de uso interno ou externo à orelha, compostos por amplificador de som, microfone e alto-falante. Cada um dos tipos possui seu diferencial, lembrando que o uso desses aparelhos é bem personalizado, depende do caso e também da indicação do otorrinolaringologista, uma vez que ele fará exames, diagnosticará e indicará o melhor aparelho para cada situação. Conheça os 4 grupos existentes dessas próteses:


     1. Próteses retroauriculares: o modelo mais utilizado, usado para perdas severas, é colocado atrás da orelha e o som é conduzido ao tímpano por um tubo e o molde auricular.


    2. Próteses intra-auriculares: é colocado diretamente no canal auditivo externo e torna mais fácil a localização sonora.


     3. Próteses intracanais: um dos aparelhos mais pequenos, o que o torna bem popular. Entretanto, devido à sua dimensão só podem ser utilizadas pilhas e auscultadores de tamanhos reduzidos, limitando seu poder de amplificação, saída e duração da pilha.


     4. Próteses intracanais profundas: é colocado na porção óssea mais profunda, o que o deixa invisível. Entretanto, não há opção de controle de volume e sua manutenção se torna mais complexa devido sua localização.


Implantes


Além dos aparelhos em si há também a opção dos implantes, nesses casos são realizadas cirurgias para que possa haver a implantação, há duas opções atualmente, são elas:


• Implante Coclear: se trata de um dispositivo eletrônico que tem como finalidade devolver os níveis auditivos bem próximos do normal. Nesses casos o implante é recomendado para os pacientes que apresentam auditivas relevantes e que a audição residual está bem comprometida.


Há uma parte externa, constituída por um microfone, um transmissor e um microprocessador; e há também a parte interna, que possui um estimulador e receptor, um eletrodo de referência e um conjunto de eletrodos. Dessa forma ele consegue estimular o nervo do ouvido e fazer com que ele leve os sinais ao cérebro.


Os implantes podem ser totalmente invisíveis e necessitam de reabilitação auditiva após o procedimento cirúrgico.

     

    • Próteses ancoradas no osso (BAHA): a prótese auditiva ancorada no osso (Bone Anchored Hearing Aid - BAHA) é utilizada em casos de malformações do ouvido externo e médio, doença ossicular inoperável e otorreia crônica.


Esse sistema BAHA é constituído por duas partes (interna e externa), sendo uma delas por um parafuso de titânio com pilar implantado na cortical do osso temporal e a outra na parte externa, reconhecida como processador.


O processador tem objetivo a captação dos sons do ambiente e convertê-lo em energia mecânica, produzindo vibrações. Essas vibrações serão transmitidas ao pilar que irá estimular consequentemente a cortical do osso temporal. Assim essa vibração é absorvida pelo crânio, e estimula diretamente as cócleas sem envolver a condução auditiva aérea, ou seja, o meato acústico externo e orelha média. Além de confortável é um implante bem discreto.


Indicações


Assim como já citado a primeira coisa a se fazer é buscar um médico especialista, no caso se trata de um otorrino. Isso é muito importante, pois há diferentes tipos de surdez:


- A surdez de transmissão: quando não há uma transmissão do som para o ouvido interno.


- A surdez neurossensorial: quando a causa da surdez se trata de algum problema no ouvido interno, ou no nervo auditivo ou então no cérebro.


Existem também os casos mistos, em que há uma mescla dos dois tipos de surdez.


Entretanto, há algumas causas principais que requerem a indicação do uso desses aparelhos, são elas: idade avançada que causa o envelhecimento do ouvido interno, otites crônicas, otosclerose entre outras.


Como supracitado antes da indicação o médico realizará exames, um deles é o audiograma tonal simples, para testar a audição do paciente. Em seguida o paciente irá testar o aparelho e avaliar como está a adaptação, afinal de contas há alguns casos que necessitam de alterações. Uma boa adaptação requer uma boa amplificação, ou seja, uma boa qualidade sonora em uma altura confortável para o paciente.


Há algum risco?


Existem sim alguns riscos, porém nada que atenção e bons cuidados não resolva. Com o uso desses aparelhos o paciente fica mais propenso ao acúmulo de cerúmen (a famosa cera no ouvido), dessa forma pode ocorrer oclusão do canal auditivo externo, não permitindo que a cera saia de maneira natural. Além disso esse acúmulo pode agravar ainda mais os casos de perda auditiva, causar disfunções nos aparelhos e otites externas ou médias. Portanto é extremamente importante se atentar para a higiene do ouvido e também desses aparelhos, mas lembre-se, não use hastes flexíveis. 😃

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